quarta-feira, 31 de agosto de 2011

"Em Ser

Apresentam-se comumente, referenciando o que sentem, tão logo que a mente sem resposta, rende o briho no olhar, e o desapego da palavra abre espaço pro abraço. Entender pra que? Aconteceu sem que fosse assim...

E das horas que seguiram, a proximidade quem disse, resurgiu o coração acelerado, já nas particulas deste estado devéras anunciou: Teu caminho é o meu amor!

Lá, guardado com fulgor, os olhos traziam um mundo novo. Aquele que onde vivemos de verdade, e amamos pela bondade, que a justiça nos guarde! Pois a beleza está no sentir e assim, como faz a vida, fluir." Pedro Gorrão


Em Não Ser

D
isfarçam- se tão comumente com suas saídas mal resolvidas dizem que são autônimos e eletrônicos sabem tudo da vida. Sabem que sabem e querem que todos saibam isso. Na vida, o não ser paira como rei, como aquele que vive para querer ser e se limita ao estudo de quem é.

Entender para ter poder.
e as horas perdidas com as ilusões do que poderia ser toda essa razão para existir e cultivar o que uma mente brilhante fazia, tudo o angustiava, o nada era o lotado vazio da sua vida.

E a luz pela janela o retornava a poesia da vida, porque perdeu o medo de ser o calor em pele daquela tarde entardecida.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Resposta aos moinhos anatômicos

Engraçado é sentir....
e ter o mundo como um manto verde que cobre as suas mais infimas incertezas
saltar de penhascos apaixonadamente e sentir a pele irremediavelmente crespa
palpitar a seiva que derrete em melodia
a doce chuva suicida das folhas secas:
é na sua morte que a primavera canta.
e ter a grama como cama
e videar a folha que cresce enquanto,
Kamikaze bailarinas, entregam-se à queda e ao desapego
dos altos braços imponentemente tortos das arvores centenárias
a cobrirem o rosto úmido e terno da terra lavrada
circunscrevendo no ar a poesia dos suspiros da aurora
e recitá-la no brilho vivo opaco dessa tarde sem insônia.