Um nada fragmentado em bitucas periféricas plantadas na cidade de pedra.
Um suspiro lançado ao fundo da fumaça.
Somos só mais uma poeira nessa podridão de irracionais imaginários.
Somos todos um e nem ao menos conseguimos ver isso.
Sou a própria viagem e por isso não posso parar de voar. Sinto no coração os efeitos do meu vício aceleram meu pulsar e eu não paro de sonhar.
sábado, 9 de outubro de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
Ressucitando
Naquele dia frio
em que talvez tudo estivesse perdido
o amor re-floriu
com seu calor fez o sentido
da vida que dormia pertubada
pelas noites infinitas
e as salgadas madrugadas
temperadas com o peso
doce e triste das lágrimas
que desenhavam no rosto
na velocidade de um sopro
os caminhos tortuosos da saudade
E naquela voz macia
nasceu o brilho da alegria
as nuvens e as cinzas
carregadas pelo sopro da vida
E o amor nos transforma
e nos desumaniza
nos leva para as alturas
e no abismo a dor cicatriza
a saudade da dança do sol com a lua
E voando, sinto-me estrondosamente viva
e sendo O amor, só sei agora Te amar
e de mãos dadas podemos voar nessa vida
nossas asas de gigante nos impede de marchar
Naquele dia frio
em que talvez tudo estivesse perdido
o amor re-floriu
com seu calor fez o sentido
da vida que dormia pertubada
pelas noites infinitas
e as salgadas madrugadas
temperadas com o peso
doce e triste das lágrimas
que desenhavam no rosto
na velocidade de um sopro
os caminhos tortuosos da saudade
E naquela voz macia
nasceu o brilho da alegria
as nuvens e as cinzas
carregadas pelo sopro da vida
E o amor nos transforma
e nos desumaniza
nos leva para as alturas
e no abismo a dor cicatriza
a saudade da dança do sol com a lua
E voando, sinto-me estrondosamente viva
e sendo O amor, só sei agora Te amar
e de mãos dadas podemos voar nessa vida
nossas asas de gigante nos impede de marchar
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Rapzinho do capão
Eu tava nessa praça
sonhando a natureza
dormia nessa brisa
só no sono, que firmeza
e de repente vi
um filme de verdade
o vento que cortava
sem dó, nem piedade
senti o seco quente
da vida que sumia
e soava na prisão
o suor da agonia
que não sabe que vive
e não vê o coração
não sabe se chorava
se comia, ou sorria
se vivia o destino
ou aquilo que queria
coração ainda pulsante
delirando aquela dor
que ainda reinvidica
a saudade do calor
e o frio subia o morro
apagando a poesia
das linhas daquele corpo
que agora era menos
não passava de um morto
só vejo os manu subindo
de busão indo pro morro
A cidade só crescendo
rapidez e solidão
E aquela poesia
calou com a injustiça
da morte daquela vida.
sonhando a natureza
dormia nessa brisa
só no sono, que firmeza
e de repente vi
um filme de verdade
o vento que cortava
sem dó, nem piedade
senti o seco quente
da vida que sumia
e soava na prisão
o suor da agonia
que não sabe que vive
e não vê o coração
não sabe se chorava
se comia, ou sorria
se vivia o destino
ou aquilo que queria
coração ainda pulsante
delirando aquela dor
que ainda reinvidica
a saudade do calor
e o frio subia o morro
apagando a poesia
das linhas daquele corpo
que agora era menos
não passava de um morto
só vejo os manu subindo
de busão indo pro morro
A cidade só crescendo
rapidez e solidão
E aquela poesia
calou com a injustiça
da morte daquela vida.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Paulista
Marcham com as botas
das vitrines estrangeiras
olhares vibrados
cegamente paralisados
que correm apressados
atrás dos atrasos rotineiros
da vida paulistana
dos falsos ricos sem dinheiro.
Não veem e não falam
com os seres logo ao lado
espremidos como sardinhas
nos busões de todos os dias.
Só falam com os celulares
Motorola, Sony Ericson, Nokia
querem a cada dia
uma nova moda
que o mendigo paulistano
sujo e podre
não tem o direito de sonhar
As putas de sapato de grife
nunca camsam de dá
e o produto da 25 ee março
brilha neon no céu esfumaçado
sem estrelas e sem sonhos
do pobre fudido sem trabalho.
Marcham com as botas
das vitrines estrangeiras
olhares vibrados
cegamente paralisados
que correm apressados
atrás dos atrasos rotineiros
da vida paulistana
dos falsos ricos sem dinheiro.
Não veem e não falam
com os seres logo ao lado
espremidos como sardinhas
nos busões de todos os dias.
Só falam com os celulares
Motorola, Sony Ericson, Nokia
querem a cada dia
uma nova moda
que o mendigo paulistano
sujo e podre
não tem o direito de sonhar
As putas de sapato de grife
nunca camsam de dá
e o produto da 25 ee março
brilha neon no céu esfumaçado
sem estrelas e sem sonhos
do pobre fudido sem trabalho.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Se sinto seu cheiro no meio da relva
é porque você faz parte dela.
Trago um pedaço da natureza
sinto a incomensurável certeza
de que todo o mundo faz parte de mim.
Posso abraçar o mundo
sentir seu caminhar
lento, devagar
a dançar e flutuar
sublimando meu corpo em forma de fumaça.
Posso ser qualquer coisa
só basta eu pensar.
Mas trocaria todo esse poder
pelos olhos do meu bem querer
que já me faz a cabeça
por mais que eu não queira que faça.
é porque você faz parte dela.
Trago um pedaço da natureza
sinto a incomensurável certeza
de que todo o mundo faz parte de mim.
Posso abraçar o mundo
sentir seu caminhar
lento, devagar
a dançar e flutuar
sublimando meu corpo em forma de fumaça.
Posso ser qualquer coisa
só basta eu pensar.
Mas trocaria todo esse poder
pelos olhos do meu bem querer
que já me faz a cabeça
por mais que eu não queira que faça.
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