domingo, 25 de abril de 2010

Poesia para o nosso EarthDay


Hoje eu quero pintar colorido
as tintas da minha arte
são os beijos, são os sorrisos
que desenham o fim de tarde.
A Lua e o Deus Apolo
com seus dedos matizados
imaginam e se encontram
no universo dos abraços.
E o crepúsculo é a abençoada flor
que sentirei, sinto e sentia
o perfume terno do amor
em paisagem, som e poesia.

E as cores da flor,das terras e nações
pintam o samba rock tangado
uma só dança, múltiplas sensações.

E o carinho, o abraço e o olhar
são vida em arte desenhado
em noites eternas de Apolo e o Luar.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

E ouço a esfinge a rir por dentro
das intermináveis dúvidas rotineiras
e sem ser, me sinto sendo
amante das lembranças companheiras
Eis que me desafia e me questiona:
E a sua ousadia é o meu abismo
"- Você não vive, você só sonha
não vês? o mundo é o precipício!"

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O Ensaio sobre a Saudade

Até aqui tem sido uma mescla de dias inesperados com as dores cotidianas da saudade. Descobri que sou muito mais sentimento do que oxigênio. E descobri que viver assim é arriscar as suas lágrimas em troca de um cheiro e uma respiração. Até aqui, não sou eu que domino as forças, não consigo mais viver sem esse vício, esse destino sem retorno ao que realmente sou e já nem me lembro mais. Sou isso: o Precipício, o salto sem volta, sem segurança em direção do amor. Arrisco meu sangue para segurar uma lágrima, arrisco minha honra por alguém que tem palavra . E ações. Até aqui sinto falta daqueles dias ociosos e carinhosos. A Saudade cega e não tem piedade.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Página 34 do livro SOMOS MUITO MAIS DO QUE TUD ISSO de Dany la Chérie

Sinto flores e passarinhos
no lar dos seus sorrisos
me desmancho nesses laços
e me sinto em descompasso
com a saudade e o amor
nos espinhos
a saudade
me sacrifica com o seu teor
Nas pétalas
Me derreto no mel
e sou só sabor

A Natureza todinha dentro de mim em um trago.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

SEM SENTIDO.

E novamente o vicío da vida
invadiu nossas esquinas
e sem segurança agora estou.
Fechou-se as suas portas e janelas
estou abandonada na viela
sem saber que eu sou.

Poema sem cor

Os dias, como sempre, tem se tornado mais longos e na mente um micro espaço é preenchido pelos pensamentos vãos e desvairados. não tem como não enlouquecer estando trancado nesses muros de pessoas estáticas e apressadas. Não existe espaço para o novo, o curioso ou pro " Como vai o seu dia?". E correm tanto, tanto...será que estão alcançando? E a minha prisão é correr atrás desses zumbis e ser ouvida somente pelos vidros embaçados de um ar pesadamente tediante. E agora as minhas loucuras estão cada vez mais sóbrias, já que a realidade não anda nada normal aos meus olhos. As minhas visões dançam no ritmo dos passos paulistanos e isso já me deixou stressada e com dor de cabeça. Parece tediate tudo isso? Escrevo o que vivo, o que sinto e o que ainda não sou. Essa é a nossa realidade e está cada vez mais doentio tudo isso!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A quem devo oferecer essa falta de liberdade? Porque não posso, porque não devo, porque não interessa quando é eu que escolho o caminho do destino?A quem devo cobrar essa proibição do pensar, do sentir e do se sensibilizar? E porque os reais problemas nunca são questionados? Porque não vão tentar procurar uma solução para a fome, para o abandono ou a falsidade? Deixe-me estragar os meus pulmões enquanto lamento essa vida hipócrita!