E mais uma cerveja quente me acompanha
nessa noite fria e repetida
nesse pais quebrado e desmontado
que constroi um muralha entre o meu ser
e a minha consiencia.
A que espero? A que dedico os meus infinitos minutos de tedio?
a mais uma gota de cerveja.
Nada de novo na terra dos sofridos
Minha nausea e uma mera merda egoista no meio desses entulhos subvividos
Nao basta ser miseravel de corpo, de alma e de mente
Tem que escrachar essa angustia em todas as linhas
Tem que pisar nesses que pisam no pais que nao e deles
Exilado? Aqui odos somos solitarios
e presos nessas paredes coloridas de pura mentira.
Sou a própria viagem e por isso não posso parar de voar. Sinto no coração os efeitos do meu vício aceleram meu pulsar e eu não paro de sonhar.
quinta-feira, 31 de março de 2011
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Depoimento de um jovem mano
É mano, com 16 anos de periferia
não sou e nem quero ser obrigado
a ajudar a eleger essa patifaria!
Nenhum desses vermes laricam no lixão
ou se afogam no piscinão
de enchente, hipocrisia, praga falida
Dá um peão aqui na favela
e vê se tromba com a democracia
no cacetete dos polícia
na mão seca do mendigo.
Tenta achá a paz
no olho trincado do figitivo
e a liberdade do capitalismo
nas pedra que o foquetero passa
e traga fundo essa parada
que te foge dessa farsa
de aceitar essa diária desigualdade
que cala a voz das minas
apaga com raios da chacina
a vida de mais um mano da quebrada.
O muído miúdo passando o baguio
fora da escola, da sociedade, na escória
a diarista não tem um dia para ela
Livre arbítrio? Ou tá tudo corrompido?
Enquanto isso mais um jatinho
pago com o fundo do imposto posto no público
do trabalho do pobre fudido,
antes vagabundo,
agora um "eleitor livre"
da sociedade periférica-escravista.
Palmas pra a sua medíocre democracia!!!
É mano, com 16 anos de periferia
não sou e nem quero ser obrigado
a ajudar a eleger essa patifaria!
Nenhum desses vermes laricam no lixão
ou se afogam no piscinão
de enchente, hipocrisia, praga falida
Dá um peão aqui na favela
e vê se tromba com a democracia
no cacetete dos polícia
na mão seca do mendigo.
Tenta achá a paz
no olho trincado do figitivo
e a liberdade do capitalismo
nas pedra que o foquetero passa
e traga fundo essa parada
que te foge dessa farsa
de aceitar essa diária desigualdade
que cala a voz das minas
apaga com raios da chacina
a vida de mais um mano da quebrada.
O muído miúdo passando o baguio
fora da escola, da sociedade, na escória
a diarista não tem um dia para ela
Livre arbítrio? Ou tá tudo corrompido?
Enquanto isso mais um jatinho
pago com o fundo do imposto posto no público
do trabalho do pobre fudido,
antes vagabundo,
agora um "eleitor livre"
da sociedade periférica-escravista.
Palmas pra a sua medíocre democracia!!!
sábado, 9 de outubro de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
Ressucitando
Naquele dia frio
em que talvez tudo estivesse perdido
o amor re-floriu
com seu calor fez o sentido
da vida que dormia pertubada
pelas noites infinitas
e as salgadas madrugadas
temperadas com o peso
doce e triste das lágrimas
que desenhavam no rosto
na velocidade de um sopro
os caminhos tortuosos da saudade
E naquela voz macia
nasceu o brilho da alegria
as nuvens e as cinzas
carregadas pelo sopro da vida
E o amor nos transforma
e nos desumaniza
nos leva para as alturas
e no abismo a dor cicatriza
a saudade da dança do sol com a lua
E voando, sinto-me estrondosamente viva
e sendo O amor, só sei agora Te amar
e de mãos dadas podemos voar nessa vida
nossas asas de gigante nos impede de marchar
Naquele dia frio
em que talvez tudo estivesse perdido
o amor re-floriu
com seu calor fez o sentido
da vida que dormia pertubada
pelas noites infinitas
e as salgadas madrugadas
temperadas com o peso
doce e triste das lágrimas
que desenhavam no rosto
na velocidade de um sopro
os caminhos tortuosos da saudade
E naquela voz macia
nasceu o brilho da alegria
as nuvens e as cinzas
carregadas pelo sopro da vida
E o amor nos transforma
e nos desumaniza
nos leva para as alturas
e no abismo a dor cicatriza
a saudade da dança do sol com a lua
E voando, sinto-me estrondosamente viva
e sendo O amor, só sei agora Te amar
e de mãos dadas podemos voar nessa vida
nossas asas de gigante nos impede de marchar
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Rapzinho do capão
Eu tava nessa praça
sonhando a natureza
dormia nessa brisa
só no sono, que firmeza
e de repente vi
um filme de verdade
o vento que cortava
sem dó, nem piedade
senti o seco quente
da vida que sumia
e soava na prisão
o suor da agonia
que não sabe que vive
e não vê o coração
não sabe se chorava
se comia, ou sorria
se vivia o destino
ou aquilo que queria
coração ainda pulsante
delirando aquela dor
que ainda reinvidica
a saudade do calor
e o frio subia o morro
apagando a poesia
das linhas daquele corpo
que agora era menos
não passava de um morto
só vejo os manu subindo
de busão indo pro morro
A cidade só crescendo
rapidez e solidão
E aquela poesia
calou com a injustiça
da morte daquela vida.
sonhando a natureza
dormia nessa brisa
só no sono, que firmeza
e de repente vi
um filme de verdade
o vento que cortava
sem dó, nem piedade
senti o seco quente
da vida que sumia
e soava na prisão
o suor da agonia
que não sabe que vive
e não vê o coração
não sabe se chorava
se comia, ou sorria
se vivia o destino
ou aquilo que queria
coração ainda pulsante
delirando aquela dor
que ainda reinvidica
a saudade do calor
e o frio subia o morro
apagando a poesia
das linhas daquele corpo
que agora era menos
não passava de um morto
só vejo os manu subindo
de busão indo pro morro
A cidade só crescendo
rapidez e solidão
E aquela poesia
calou com a injustiça
da morte daquela vida.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Paulista
Marcham com as botas
das vitrines estrangeiras
olhares vibrados
cegamente paralisados
que correm apressados
atrás dos atrasos rotineiros
da vida paulistana
dos falsos ricos sem dinheiro.
Não veem e não falam
com os seres logo ao lado
espremidos como sardinhas
nos busões de todos os dias.
Só falam com os celulares
Motorola, Sony Ericson, Nokia
querem a cada dia
uma nova moda
que o mendigo paulistano
sujo e podre
não tem o direito de sonhar
As putas de sapato de grife
nunca camsam de dá
e o produto da 25 ee março
brilha neon no céu esfumaçado
sem estrelas e sem sonhos
do pobre fudido sem trabalho.
Marcham com as botas
das vitrines estrangeiras
olhares vibrados
cegamente paralisados
que correm apressados
atrás dos atrasos rotineiros
da vida paulistana
dos falsos ricos sem dinheiro.
Não veem e não falam
com os seres logo ao lado
espremidos como sardinhas
nos busões de todos os dias.
Só falam com os celulares
Motorola, Sony Ericson, Nokia
querem a cada dia
uma nova moda
que o mendigo paulistano
sujo e podre
não tem o direito de sonhar
As putas de sapato de grife
nunca camsam de dá
e o produto da 25 ee março
brilha neon no céu esfumaçado
sem estrelas e sem sonhos
do pobre fudido sem trabalho.
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