"... Aprenderas que nunca se debe dicir a un nino que sus suenos son tonterias, porque pocas cosas son tan humilhantes y seria una trajedia si lo creyese porque le estaras quitando la esperanza." Willian Shakespeare
Nao
Dessa vez nao vai sair uma poesia.
Tem dias que o lirismo nao pode suportar o peso da artomentada realidade que esfacela por dentro sem piedade, como uma granada, os nossos neuronios e coracao.
Como uma granada nao, como uma navalha.
Uma navalha que corta rente as arterias a pele desprotegida do frio das esquinas
esquecidas pela vista de quem passa
e olha aquele sujeito na sarjeta como um incomodo.
Nao
Seria muita hipocrisia da minha parte falar que nunca compreendi isso
que o conforto de uns e como televisao de cachorro para outros
e que todos nos, no fundo, temos medo de acabar solitarios em uma esquina fria e mal iluminada.
E o que temos para falar sobre o amor nessas horas?
Amor? Como seria isso nesses dias?
Ah, claro, e aquele presente caro do dia dos namorados...
Isso e prova de amor?
Nos esquecemos de onde viemos porque agora so importa pensar em nosso futuro
que nem sabemos se existira.
Nos esquecemos de que todos fazemos parte disso.
E muito facil esquecer, todo o tempo querem que facamos isso.
E so apertar um botao do controle remoto que todo o stress explode de uma so vez na sua cabeca
e sai escorrendo pelo canto da boca ate cair no canto do ralo do banheiro sujo.
E temos tanto nojo disso que nem vemos mais a podridao em nossos olhos.
nao podemos nos encarar mais frente a frente no espelho, temos medo.
Nao
Realmente nao quero agradar voce, caro leitor
E tambem nao quero ser mais um daqueles intelectuais que aponta de cima do palanque
com o dedo macio de colonia francesa
as intolerantes hipocrisias de nossa sociedade
e depois do discurso fuma um charuto cubano acompanhado de uma coca-cola.
Quero somente dizer que eu, voce, aquele cara ali na esquna, o politico corrupto, o policial mediocre, a dona-de-casa sem saida e todos os seres pensantes de carne e osso fazem parte, de alguma forma, de toda essa patifaria do nosso mundo pos-moderno.
Porque somos tao modernos
que prefirimos passar horas na frente de um computador
falando com pessoas a milhas de distancias
e nao temos coragem de encarar um olhar sofrido
ao nosso lado na fila do trem.
Porque esquecemos o que significa o verdadeiro significado da palavra humanidade
e passamos a ser dominados pelos sonhos dos outros, que querem todos os dias compor um mundo encantado montado pelas revistas caras das bancas
que contam historias fotografadas de mentira.
faca parte de um filme de verdade:
Voce ja perguntou a aquele menino no farol qual e o sonho da vida dele?
Ps:.O teclado argentino carece de acentuacao nesse momento
Sou a própria viagem e por isso não posso parar de voar. Sinto no coração os efeitos do meu vício aceleram meu pulsar e eu não paro de sonhar.
domingo, 1 de maio de 2011
quinta-feira, 31 de março de 2011
Mais um dia na terra do sul
E mais uma cerveja quente me acompanha
nessa noite fria e repetida
nesse pais quebrado e desmontado
que constroi um muralha entre o meu ser
e a minha consiencia.
A que espero? A que dedico os meus infinitos minutos de tedio?
a mais uma gota de cerveja.
Nada de novo na terra dos sofridos
Minha nausea e uma mera merda egoista no meio desses entulhos subvividos
Nao basta ser miseravel de corpo, de alma e de mente
Tem que escrachar essa angustia em todas as linhas
Tem que pisar nesses que pisam no pais que nao e deles
Exilado? Aqui odos somos solitarios
e presos nessas paredes coloridas de pura mentira.
nessa noite fria e repetida
nesse pais quebrado e desmontado
que constroi um muralha entre o meu ser
e a minha consiencia.
A que espero? A que dedico os meus infinitos minutos de tedio?
a mais uma gota de cerveja.
Nada de novo na terra dos sofridos
Minha nausea e uma mera merda egoista no meio desses entulhos subvividos
Nao basta ser miseravel de corpo, de alma e de mente
Tem que escrachar essa angustia em todas as linhas
Tem que pisar nesses que pisam no pais que nao e deles
Exilado? Aqui odos somos solitarios
e presos nessas paredes coloridas de pura mentira.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Depoimento de um jovem mano
É mano, com 16 anos de periferia
não sou e nem quero ser obrigado
a ajudar a eleger essa patifaria!
Nenhum desses vermes laricam no lixão
ou se afogam no piscinão
de enchente, hipocrisia, praga falida
Dá um peão aqui na favela
e vê se tromba com a democracia
no cacetete dos polícia
na mão seca do mendigo.
Tenta achá a paz
no olho trincado do figitivo
e a liberdade do capitalismo
nas pedra que o foquetero passa
e traga fundo essa parada
que te foge dessa farsa
de aceitar essa diária desigualdade
que cala a voz das minas
apaga com raios da chacina
a vida de mais um mano da quebrada.
O muído miúdo passando o baguio
fora da escola, da sociedade, na escória
a diarista não tem um dia para ela
Livre arbítrio? Ou tá tudo corrompido?
Enquanto isso mais um jatinho
pago com o fundo do imposto posto no público
do trabalho do pobre fudido,
antes vagabundo,
agora um "eleitor livre"
da sociedade periférica-escravista.
Palmas pra a sua medíocre democracia!!!
É mano, com 16 anos de periferia
não sou e nem quero ser obrigado
a ajudar a eleger essa patifaria!
Nenhum desses vermes laricam no lixão
ou se afogam no piscinão
de enchente, hipocrisia, praga falida
Dá um peão aqui na favela
e vê se tromba com a democracia
no cacetete dos polícia
na mão seca do mendigo.
Tenta achá a paz
no olho trincado do figitivo
e a liberdade do capitalismo
nas pedra que o foquetero passa
e traga fundo essa parada
que te foge dessa farsa
de aceitar essa diária desigualdade
que cala a voz das minas
apaga com raios da chacina
a vida de mais um mano da quebrada.
O muído miúdo passando o baguio
fora da escola, da sociedade, na escória
a diarista não tem um dia para ela
Livre arbítrio? Ou tá tudo corrompido?
Enquanto isso mais um jatinho
pago com o fundo do imposto posto no público
do trabalho do pobre fudido,
antes vagabundo,
agora um "eleitor livre"
da sociedade periférica-escravista.
Palmas pra a sua medíocre democracia!!!
sábado, 9 de outubro de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
Ressucitando
Naquele dia frio
em que talvez tudo estivesse perdido
o amor re-floriu
com seu calor fez o sentido
da vida que dormia pertubada
pelas noites infinitas
e as salgadas madrugadas
temperadas com o peso
doce e triste das lágrimas
que desenhavam no rosto
na velocidade de um sopro
os caminhos tortuosos da saudade
E naquela voz macia
nasceu o brilho da alegria
as nuvens e as cinzas
carregadas pelo sopro da vida
E o amor nos transforma
e nos desumaniza
nos leva para as alturas
e no abismo a dor cicatriza
a saudade da dança do sol com a lua
E voando, sinto-me estrondosamente viva
e sendo O amor, só sei agora Te amar
e de mãos dadas podemos voar nessa vida
nossas asas de gigante nos impede de marchar
Naquele dia frio
em que talvez tudo estivesse perdido
o amor re-floriu
com seu calor fez o sentido
da vida que dormia pertubada
pelas noites infinitas
e as salgadas madrugadas
temperadas com o peso
doce e triste das lágrimas
que desenhavam no rosto
na velocidade de um sopro
os caminhos tortuosos da saudade
E naquela voz macia
nasceu o brilho da alegria
as nuvens e as cinzas
carregadas pelo sopro da vida
E o amor nos transforma
e nos desumaniza
nos leva para as alturas
e no abismo a dor cicatriza
a saudade da dança do sol com a lua
E voando, sinto-me estrondosamente viva
e sendo O amor, só sei agora Te amar
e de mãos dadas podemos voar nessa vida
nossas asas de gigante nos impede de marchar
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Rapzinho do capão
Eu tava nessa praça
sonhando a natureza
dormia nessa brisa
só no sono, que firmeza
e de repente vi
um filme de verdade
o vento que cortava
sem dó, nem piedade
senti o seco quente
da vida que sumia
e soava na prisão
o suor da agonia
que não sabe que vive
e não vê o coração
não sabe se chorava
se comia, ou sorria
se vivia o destino
ou aquilo que queria
coração ainda pulsante
delirando aquela dor
que ainda reinvidica
a saudade do calor
e o frio subia o morro
apagando a poesia
das linhas daquele corpo
que agora era menos
não passava de um morto
só vejo os manu subindo
de busão indo pro morro
A cidade só crescendo
rapidez e solidão
E aquela poesia
calou com a injustiça
da morte daquela vida.
sonhando a natureza
dormia nessa brisa
só no sono, que firmeza
e de repente vi
um filme de verdade
o vento que cortava
sem dó, nem piedade
senti o seco quente
da vida que sumia
e soava na prisão
o suor da agonia
que não sabe que vive
e não vê o coração
não sabe se chorava
se comia, ou sorria
se vivia o destino
ou aquilo que queria
coração ainda pulsante
delirando aquela dor
que ainda reinvidica
a saudade do calor
e o frio subia o morro
apagando a poesia
das linhas daquele corpo
que agora era menos
não passava de um morto
só vejo os manu subindo
de busão indo pro morro
A cidade só crescendo
rapidez e solidão
E aquela poesia
calou com a injustiça
da morte daquela vida.
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