Acesse o link seguinte: http://artepalavrapensamento.blogspot.com.br/
É com grande prazer que apresento aqui a criação da minha querida amiga, poeta e artista Geandra Parmigiani.
O blog " Pensamentear" abre espaço para ideias, discussões e desvaneios artísticos elaborados a partir das leituras dos célebres artistas que marcam por séculos a vida de todos nós.
A proposta intertextual possibilita o diálogo, não só com os textos aqui postados, mas com as impressões dos próprios leitores e os convida à discussão das obras clássicas que marcam a vida de todos.
Fiquem à vontade para se deliciarem com essa desvairada receita lírica e postem os seus comentários que são importantes para a continuidade dessas obras.
Sou a própria viagem e por isso não posso parar de voar. Sinto no coração os efeitos do meu vício aceleram meu pulsar e eu não paro de sonhar.
sábado, 13 de outubro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Não,
Os helicópteros não suam com o tráfego da avenida
E o que resta para quem come o resto
É tomar mais uma para achar que isso é uma brisa
Pássaros-cegonha com asas motorizadas
O que temos de sobremesa?
Meia marmita doada com carne estragada
para os trabalhadores, coxinha de frango com farinha vencida
Uma dose de cansaço e horas perdidas
no trânsito engarrafado dos carros com ar condicionado
E quem consegue pensar com tanta fadiga?
Ah, deixa isso para amanhã.
Hoje quero a janta requintada
e a minha cama quentinha
Ainda tenho um morro para subir
Os helicópteros não suam com o tráfego da avenida
E o que resta para quem come o resto
É tomar mais uma para achar que isso é uma brisa
Pássaros-cegonha com asas motorizadas
O que temos de sobremesa?
Meia marmita doada com carne estragada
para os trabalhadores, coxinha de frango com farinha vencida
Uma dose de cansaço e horas perdidas
no trânsito engarrafado dos carros com ar condicionado
E quem consegue pensar com tanta fadiga?
Ah, deixa isso para amanhã.
Hoje quero a janta requintada
e a minha cama quentinha
Ainda tenho um morro para subir
MADALENA
Não era em toda a sua completude,
a alma inexorável de uma mulher resistente
e vencida perante o tempo.
Caminhava com sua pequena bolsa de saudades por todos os lados,
com seus papéis de bombons, cartas pela metade e fotografias manchadas pelo tempo.
Seus pés pairavam entre o arrasto e o escorrego dos dias sem propósitos.
Mas um dia, caiu de cara na ladeira
e seus papéis voaram ao vento
as palavras ficaram sem eco no olhar de quem estendeu a mão
para amaciar o seu tombo implacável.
E aí raiou o sol na janela alugada de um cubículo colorido.
A porta abriu, e como um roteiro presumível
foi-se o olhar perdido com as sacolas vazias que o vento levava
a alma inexorável de uma mulher resistente
e vencida perante o tempo.
Caminhava com sua pequena bolsa de saudades por todos os lados,
com seus papéis de bombons, cartas pela metade e fotografias manchadas pelo tempo.
Seus pés pairavam entre o arrasto e o escorrego dos dias sem propósitos.
Mas um dia, caiu de cara na ladeira
e seus papéis voaram ao vento
as palavras ficaram sem eco no olhar de quem estendeu a mão
para amaciar o seu tombo implacável.
E aí raiou o sol na janela alugada de um cubículo colorido.
A porta abriu, e como um roteiro presumível
foi-se o olhar perdido com as sacolas vazias que o vento levava
segunda-feira, 18 de junho de 2012
da ressaca ao nascer do dia
Sigo o caminho, sigo os trilhos pisados pelos pés descalços
Respiro essa bomba de mediocridade por honra aos meus sonhos
Respiro e morro todos os dias.
É preciso morrer no tédio pelo menos uma vez na vida
Perder os sonhos dourados e comer de sobremesa o próprio vômito
da ressaca não permitida embrulhada pela fome que não cessa
e engolir, sem degustar, os restos do que se chama corpo, razão ou dignidade
É preciso, depois, regorgitar em matéria e voltar para a liberdade do pó
da lama ou de qualquer coisa que seja
e fazer dessa massa a argila ou a cera
do novo vaso vazio pronto para o improviso
e experimentar líquidos, texturas, gorduras velhas e filtradas
de palavras sujas e olhares limpos
e só ver a paisagem seca do peso da luz que cai nas nuvens espassas de
incredulidade e felicidade carbônica.
E seja, dessa vez, a hipocrisia do sorriso do político
a paz no frio dos que dividem o calor pela vida no nascer do dia
um guerreiro que cospe no nada que grita e pronuncia
no fluxo da programação repetida de nossa vida
Sinta e exista, pelo menos uma vez
O tempo é agora e já passou em um milésimo
mas a sua forma e história é o corpo de quem fica.
Respiro essa bomba de mediocridade por honra aos meus sonhos
Respiro e morro todos os dias.
É preciso morrer no tédio pelo menos uma vez na vida
Perder os sonhos dourados e comer de sobremesa o próprio vômito
da ressaca não permitida embrulhada pela fome que não cessa
e engolir, sem degustar, os restos do que se chama corpo, razão ou dignidade
É preciso, depois, regorgitar em matéria e voltar para a liberdade do pó
da lama ou de qualquer coisa que seja
e fazer dessa massa a argila ou a cera
do novo vaso vazio pronto para o improviso
e experimentar líquidos, texturas, gorduras velhas e filtradas
de palavras sujas e olhares limpos
e só ver a paisagem seca do peso da luz que cai nas nuvens espassas de
incredulidade e felicidade carbônica.
E seja, dessa vez, a hipocrisia do sorriso do político
a paz no frio dos que dividem o calor pela vida no nascer do dia
um guerreiro que cospe no nada que grita e pronuncia
no fluxo da programação repetida de nossa vida
Sinta e exista, pelo menos uma vez
O tempo é agora e já passou em um milésimo
mas a sua forma e história é o corpo de quem fica.
Esboço de uma poesia coletiva
À Flávia ou à Claudia?
Para existir a graça do espetáculo
é preciso um pouco de vontade da vida do homem.
O tempo do teatro é o imperativo.
O prédio velho, a mente velha.
O prédio é reformado, a mente não.
É porque o sol deteriora a pele
a imagem é a primeira impressão.
XVI/ VI/ MMXII e Denis Silveira ( http://algumacoisaparaler.blogspot.com.br/ )
Para existir a graça do espetáculo
é preciso um pouco de vontade da vida do homem.
O tempo do teatro é o imperativo.
O prédio velho, a mente velha.
O prédio é reformado, a mente não.
É porque o sol deteriora a pele
a imagem é a primeira impressão.
XVI/ VI/ MMXII e Denis Silveira ( http://algumacoisaparaler.blogspot.com.br/ )
Ao domingo sem descanso
Com(o) projetadas janelas televisivas
o ônibus me passa as notícias do dia
a banda toca a velha marchinha repetida
da dança do palhaço louco na calçada da farmácia
pula, brinca, joga a criancinha no ar
leve e tonta, o estômago oco de vermicida
ainda não matou a fome com o rango
presente do almoço de domingo de poucas famílias.
A tela do ipod refletia a luz do suspiro da tarde
perdida no dia que o trabalho é pura fadiga
retina negra com a imagem carimbada
de um descanso da mesmice e da preguiça
Para no próximo ponto, perto da esquina da descida
torto o ônibus, quase tomba na curva fechada da esquina
Abre a porta e entra na programação ao vivo em cores
e pinta o céu com as cores da tinta da sua história viva.
o ônibus me passa as notícias do dia
a banda toca a velha marchinha repetida
da dança do palhaço louco na calçada da farmácia
pula, brinca, joga a criancinha no ar
leve e tonta, o estômago oco de vermicida
ainda não matou a fome com o rango
presente do almoço de domingo de poucas famílias.
A tela do ipod refletia a luz do suspiro da tarde
perdida no dia que o trabalho é pura fadiga
retina negra com a imagem carimbada
de um descanso da mesmice e da preguiça
Para no próximo ponto, perto da esquina da descida
torto o ônibus, quase tomba na curva fechada da esquina
Abre a porta e entra na programação ao vivo em cores
e pinta o céu com as cores da tinta da sua história viva.
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